Estas fraturas são sempre de alta energia e, em 70% a 75% dos casos, ocorrem devido a uma queda de altura, por exemplo, de um andaime ou escada. No geral, essas quedas ocorrem de um metro e meio de altura ou mais.
A segunda principal causa da fratura de calcâneo são os acidentes de moto, seguidos pelos acidentes de carro.
Como o calcanhar é um osso que recebe toda a carga quando caímos com os joelho esticados, normalmente, ele é o primeiro a fraturar.
No entanto, esse tipo de fratura costuma ter outras fraturas associadas. Por exemplo, podem ocorrer fraturas no tálus, que é osso logo acima do calcâneo, no tornozelo, nos ossos das pernas e, em 15% casos, o paciente sofre também fratura na coluna.
Dessa forma, quando um indivíduo chega com este tipo de lesão, devemos fazer uma investigação criteriosa e completa para avaliar quais outras partes do corpo estão machucadas.
Isso porque, a dor que o paciente sente no calcâneo costuma ser tão forte que ele não consegue identificar lesões em outras partes do corpo.
Devido ao fato desta ser uma fratura de alta energia, o paciente machuca consideravelmente as partes moles do pé, ou seja, o envelope de musculatura e pele do calcanhar.
Então, alguns pacientes podem ter o que chamamos de síndrome compartimental, que ocorre quando há um edema muito grande na região com chances de afetar a irrigação do pé.
Nestes casos, estaremos diante de uma emergência ortopédica que demanda uma cirurgia de urgência.
Em outros casos, quando temos um edema normal, precisamos esperar que as condições locais melhorem para, então, fazermos a cirurgia. Isso pode levar de 2 a 3 semanas para ocorrer.
Em linhas gerais, o tratamento conservador tem de ocorrer em casos específicos. Na grande maioria das vezes, a fratura ocorre em áreas críticas, como na articulação do calcâneo com o tálus, gerando um desvio que precisamos tratar de forma cirúrgica.
A recuperação de uma fratura de calcâneo é um pouco mais complicada e específica. Isso porque, dependerá de qual área foi afetada, qual a gravidade da fratura, como foi realizada a fixação e o quão estável ela ficou.
Então, normalmente, não liberamos o paciente de imediato para apoiar o peso no pé, mas isso não quer dizer que o tratamento tenha que demorar.
Normalmente, iniciamos a fisioterapia o mais rápido possível porque uma complicação muito comum desta cirurgia é a rigidez da articulação subtalar.
Outra complicação importante são as infecções, que ocorrem com maior frequência em fraturas expostas, mas fazemos o devido tratamento com antibióticos para evitá-las.
O início da reabilitação ocorre de forma individualizada sempre procurando inicar o mais precocemente para evitar a perda de movimentos dessa articulação.
Além disso, devemos destacar que essa é uma fratura que tem um impacto social muito grande no paciente. Isso porque, ela costuma acometer homens com idade de 20 a 40 anos que estão no seu pico de produtividade. E, após sofrer esse tipo de fratura, o paciente tende a ficar afastado de 1 a 2 anos, quando não ficam com sequelas permanentes.
Então, estas lesões podem interromper o desenvolvimento da carreira da pessoa e acabam gerando problemas psicológicos, por exemplo.
Assim, apesar de ser um tipo raro de fratura, quando ocorre é bastante grave e traz sérios prejuízos para o paciente. Inclusive, o tratamento e reabilitação inadequados podem trazer grandes complicações.
O acompanhamento médico durante toda a reabilitação é fundamental para garantir que a recuperação seja a melhor possível.
Por isso, não deixe de procurar um ortopedista especialista em pé para te auxiliar.
Faça as pazes com seu pé!
Dr. Ivan acredita que atuar de forma profissional e estabelecer uma boa relação com o paciente são condições essenciais para promover um ambiente humano e favorável à melhoria das condições de saúde. Dedica-se com muito cuidado a realização de diagnósticos de modo a fazer a indicação adequada dos procedimentos necessários.
DR. IVAN GIAROLA
Médico Cirurgião, Ortopedista e Traumatologista Especialista em Pé e Tornozelo Formado pela USP.
CLÍNICA ATLAS
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