Fonte: Adaptado do livro Netter Exame Clínico Ortopédico
O nervo tibial posterior tem um trajeto longo na perna e tornozelo e apresenta uma região de afunilamento próximo ou dentro do túnel do tarso. Por isso, alterações nos tecidos ao redor do túnel do tarso podem comprimir o nervo ou seus ramos, causando seus sintomas.
Fonte: Revista Brasileira de Ortopedia
Diversas podem ser as causas para a ocorrência desta síndrome, por exemplo:
Além disso, pode ocorrer do paciente ter um inchaço da articulação devido a doenças, como insuficiência renal, problemas na tireoide, gota ou artrite reumatóide. Com o inchaço, o canal do túnel do tarso pode reduzir, comprimindo o nervo tibial posterior.
O paciente apresentará dificuldades para localizar a dor, sendo de caráter difuso na região da planta do pé e região medial do tornozelo.
Fonte: Livro Mann’s Surgery of the Foot and Ankle
A dor é descrita como uma queimação, pontada, lancinante, em choque, pontada, formigamento, entorpecimento que geralmente é agravada por atividades nos pés e aliviada pelo repouso. Contudo alguns pacientes referem piora da dor ao deitar e melhora ao levantar e caminhar.
Em casos de acometimento prolongado poderá haver atrofia da musculatura do pé e deformidades dos dedos secundária ao acometimento do nervo tibial
Para o diagnóstico da síndrome do túnel do tarso, buscamos compreender a história do paciente e fazer um exame físico detalhado.
No exame, avaliamos a estrutura do pé e fazemos a palpação do nervo tibial, e o percurtimos em todo seu trajeto, o que pode gerar o sinal do Túnel positivo, ou seja, formigamento ou sensação de choque elétrico que pode ocorrer do calcanhar até a planta dos pés.
Além disso, podemos solicitar exames de imagem para auxiliar a identificar a causa da compressão do nervo, bem como estudos de condução nervosa, Eletroneuromiografia, para avaliar a lesão.
Quanto mais precoce fizermos o diagnóstico e iniciarmos o tratamento, maior a chance de recuperação do paciente.
O tratamento desta condição pode ser feito de forma conservadora ou cirúrgica, a depender de cada caso.Em caso de compressões por outras estruturas devemos realizar o tratamento cirúrgico como primeira linha de opção.
Quando optamos pelo tratamento não cirúrgico, podemos adotar uma série de medidas, por exemplo:
Além disso, em alguns casos, poderemos optar por realizar uma infiltração com medicamento na região que ajude a reduzir a inflamação e aliviar a dor.
Na maioria dos casos, o tratamento conservador será suficiente para aliviar os sintomas do paciente. No entanto, caso os desconfortos não cessem, indicaremos a realização de cirurgia.
Inclusive, é necessário estar atento às respostas do paciente ao tratamento e, caso seja necessário, fazer a indicação cirúrgica no momento certo com intuito de evitar um dano irreversível ao nervo.
Então, a cirurgia consiste em liberar o nervo da compressão no túnel do tarso. Além disso, caso seja possível, devemos corrigir as possíveis alterações estruturais no pé que ocasionam o problema de modo a evitar que ele torne a ocorrer.
Fonte: Livro Mann’s Surgery of the Foot and Ankle
Como vimos, a síndrome do túnel do tarso é um problema que causa diversos incômodos ao paciente e que deve receber tratamento adequado para evitar complicações.
Por isso, procurar um ortopedista especialista em pé e tornozelo é essencial caso você sinta dores e outros desconfortos na região!
Faça as pazes com seu pé!
Dr. Ivan acredita que atuar de forma profissional e estabelecer uma boa relação com o paciente são condições essenciais para promover um ambiente humano e favorável à melhoria das condições de saúde. Dedica-se com muito cuidado a realização de diagnósticos de modo a fazer a indicação adequada dos procedimentos necessários.
DR. IVAN GIAROLA
Médico Cirurgião, Ortopedista e Traumatologista Especialista em Pé e Tornozelo Formado pela USP.
CLÍNICA ATLAS
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