Ocorre tanto em atletas como em pacientes sedentários de meia idade com sobrepeso.
Além da dor, a tendinopatia de Aquiles é acompanhada por alterações na estrutura e nas propriedades mecânicas do tendão devido à falha no processo de reparo do mesmo.Gera alteração da função dos membros inferiores e medo de movimento decorrente de dor
O tendão de aquiles é o maior e mais forte do nosso corpo, composto por tecido conjuntivo firme e fibroso, sendo essencial para o caminhar ou para a prática de atividades físicas.
A tendinite do tendão de Aquiles é muitas vezes tratada como doença única, porém ela apresenta duas formas diferentes com fisiopatologias diferentes.
Podemos dividir em tendinite insercional do tendão de aquiles e tendinite não insercional do tendão de aquiles também conhecida como tendinite do corpo
Tendinite insercional: a lesão acontece na porção inferior do tendão, onde ele se conecta com o osso do calcanhar.
Tendinite não insercional:
a lesão ocorre na parte central do tendão, sendo a área mais vulnerável localizada entre 2 a 6 cm do calcanhar, uma região menos vascularizada do tendão.
Foto 1 - Seta superior demonstra localidade da tendinite não insercional, com aumento de volume
Foto 2 - Foto mostra RNM com aumento do volume do tendão e lesões
Foto 3 - Foto mostra RX com lesão avançada com calcificação no corpo do tendão
Fonte: Singh, et al. Noninsertional Tendinopa thy o f the Achilles. Foot Ankle Clin N Am , 2017.
Foto 4 - Demonstra o aumento do volume na inserção do aquiles em uma paciente com tendinite insercional.
Foto 5 - Foto mostra imagem de RNM: seta amarela demonstrando inflamação da gordura de kager e bursite retrocalcaneana, seta verde demonstra calcificação na inserção do Aquiles e seta vermelha demonstra tendinite e lesão na inserção do Aquiles.
Foto 6 - Rx demonstra calcificação na inserção do aquiles, aumento do volume do calcâneo
Fonte: Grambart, et al. Differentiating Achilles Insertional Calcific Tendinosis and Haglund’s Deformity. Clin Podiatr Med Surg 38, pág 165–181, 2021.
A principal causa da tendinite do tendão de Aquiles é a sobrecarga ou esforço repetitivo na região.
Assim, pessoas que praticam atividades físicas intensas ou de forma incorreta são as que mais apresentam esta condição.
Como principais esportes associados à tendinite do calcâneo podemos citar a corrida, o futebol, o vôlei e outras atividades que envolvam saltos.
Além disso, outros fatores podem também desencadear esta inflamação, podemos dividir em dois grandes grupos.
Fatores intrínsecos, relacionados ao paciente:
Fatores extrínsecos , não relacionados ao paciente:
O principal sintoma da tendinite de calcâneo é a dor na parte de trás do tornozelo.
Então, nos estágios iniciais, a dor tende a ocorrer durante as atividades físicas e nas primeiras pisadas do dia, ao se levantar.
Com o evoluir da doença, o paciente pode sentir dor também em repouso e, inclusive, quando tocamos no tendão.
Além disso, pode ocorrer inchaço na região e, caso a tendinite não receba o devido tratamento, o tendão de Aquiles poderá se romper.
Temos um artigo que aborda a ruptura do tendão de Aquiles e você poderá ler sobre o assunto clicando aqui.
Quando o paciente chega no consultório com queixa de dor e desconforto na região, buscamos compreender sua história e fazemos um exame clínico detalhado.
Além disso, solicitamos exames de imagem, como ultrassom, radiografias e ressonância magnética, para nos ajudar a confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão.
Assim, será possível definir o tratamento mais indicado para cada caso.
O tratamento irá depender de alguns fatores, como por exemplo, o grau da lesão, o quadro clínico do paciente e seu estilo de vida.
Assim, na maioria dos casos, adotaremos um tratamento não cirúrgico, sendo que uma das primeiras medidas necessárias será reduzir a carga da atividade que desencadeou a lesão.
Em algumas situações, indicaremos até mesmo o repouso completo, inclusive, com uso de imobilizadores, caso seja necessário.
Além disso, poderemos indicar diversas medidas, por exemplo:
A fisioterapia é fundamental para a reabilitação do paciente.
Inicialmente, buscaremos o alívio da dor e redução da inflamação e, logo após, deveremos focar no fortalecimento, alongamento e equilíbrio da musculatura ao redor do pé e tornozelo.
Caso os sintomas não melhorem após tratamento conservador, indicamos a cirurgia, apesar disso ser mais raro.
Neste ponto, é importante frisar a importância de não postergar a ida ao médico e início do tratamento.
Isso porque, como dissemos anteriormente, o agravamento da doença pode levar a casos crônicos ou até mesmo à ruptura do tendão, o que também demanda a realização da cirurgia.
Então, quanto antes o tratamento iniciar, maiores as chances do paciente ter uma boa recuperação.
Assim, caso você esteja com dores ou incômodos na parte posterior do tornozelo, procure um
ortopedista especialista em pé e tornozelo para te auxiliar.
Quanto antes, melhor!
Faça as pazes com seu pé!
Dr. Ivan acredita que atuar de forma profissional e estabelecer uma boa relação com o paciente são condições essenciais para promover um ambiente humano e favorável à melhoria das condições de saúde. Dedica-se com muito cuidado a realização de diagnósticos de modo a fazer a indicação adequada dos procedimentos necessários.
DR. IVAN GIAROLA
Médico Cirurgião, Ortopedista e Traumatologista Especialista em Pé e Tornozelo Formado pela USP.
CLÍNICA ATLAS
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