A tendinite é uma inflamação nos tendões causada, principalmente, devido à sobrecarga e esforço repetitivo da região.
Os tendões são estruturas formadas por um tecido fibroso que ligam os músculos aos ossos e proporcionam transferência de força que geram movimento à articulação.
O pé e o tornozelo possuem uma série de tendões essenciais para que possam desempenhar suas funções nos permitindo, por exemplo, caminhar ou praticar esportes.
Fonte: MD Saúde
As desordens podem receber o nome de tendinite, quando somente o tendão está inflamado, e tenossinovite quando o tendão e sua cápsula/fáscia estão inflamados. A tendinose é a degeneração do tendão sem uma inflamação significativa.
Quando esses tendões estão inflamados, podemos sentir dor, inchaço e dor à movimentação.
Assim, o tratamento adequado é essencial para garantir nosso bem-estar e evitar que a tendinite se torne um quadro mais grave.
Fonte: Federer AE, Steele JR, Dekker TJ, Liles JL, Adams SB. Tendonitis and Tendinopathy: What Are They and How Do They Evolve? Foot Ankle Clin. 2017 Dec;22(4):665-676. doi: 10.1016/j.fcl.2017.07.002. Epub 2017 Sep 27. PMID: 29078821.
As causas na população jovem e a mais idosa se diferenciam em relação ao fatores extrínsecos e intrínsecos.
Nos jovens os fatores intrínsecos estão relacionados a doenças inflamatórias sistêmicas ou secundária a trauma ou atividades físicas vigorosas. Já nos idosos está relacionada ao acúmulo de microtraumas com degeneração dos tendões pela idade.
Como falamos, a principal causa da tendinite é a sobrecarga ou esforço repetitivo na região.
Assim, ela pode ser observada em atletas que demandam muito do pé e do tornozelo, como corredores, jogadores de futebol e dançarinos.
Mudanças bruscas nos treinos, como aumento de intensidade e frequência, também podem influenciar o surgimento da inflamação.
Outro fator importante que pode desencadear a tendinite é o uso de calçados inadequados, seja para prática esportiva, seja para as atividades de trabalho ou do dia a dia.
Além disso, pacientes que possuem doenças inflamatórias, como artrite reumatóide ou gota, bem como alguma deformidade na região são candidatos a terem esta lesão.
Por exemplo, pessoas com um desalinhamento articular, como pisada pronada ou supinada, ou aqueles que possuem pé chato ou pé cavo tendem a desenvolver a tendinite com maior facilidade.
Isso porque, a presença de uma deformidade faz com que ocorra maior sobrecarga nos tendões, mesmo que o paciente não realize nenhuma atividade repetitiva específica.
Outras causas menos conhecidas são : Diabetes Mellitus , obesidade, tabagismo , entesopatias e a diminuição das vascularização com a idade.
As desordens dos tendões são responsáveis por até 65% dos afastamentos do trabalho, 30% das lesões em corredores e 40% das lesões em tenistas.
A dor é o primeiro sintoma da tendinite. Inicialmente, ela é menos intensa e melhora com o repouso.
Em estágios mais avançados, a dor pode ocorrer mesmo durante o repouso, além de se intensificar durante a atividade física.
Ao sentir esses sintomas, é essencial procurar um ortopedista especialista para fazer um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento antes que o quadro se agrave.
O diagnóstico da tendinite no pé e tornozelo se inicia na consulta com base na história do paciente e pelo exame clínico.
Podemos solicitar exames de imagem, como o ultrassom e a ressonância magnética, para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias.
Além disso, esses exames nos ajudam a identificar o grau de evolução da lesão de modo a guiar o tratamento de forma mais adequada para cada caso.
Inicialmente, o tratamento da tendinite é conservador e vai depender do grau da lesão, quadro de saúde e da demanda que o paciente tem da articulação.
O tratamento é individualizado para o tipo de lesão do tendão e para qual tendão está com lesão, porém podemos traçar um linha de raciocínio para o tratamento comum a todos.
A priori, será necessário reduzir a carga da atividade desencadeadora da lesão. Então, podemos indicar uma série de medidas, por exemplo:
A fisioterapia será muito importante e terá intuito de fortalecer, alongar e equilibrar a musculatura ao redor do pé e tornozelo.
O tempo de reabilitação total irá depender de cada caso e da dedicação do paciente às medidas indicadas pelo médico.
Em casos nos quais os sintomas não melhoram após tratamento conservador, indicamos a cirurgia. Além disso, se a tendinite não receber o devido tratamento, o quadro pode evoluir levando a uma ruptura dos tendões, que também demanda tratamento cirúrgico.
No entanto, estes casos costumam ser mais raros, sendo esta uma condição que apresenta melhora significativa com tratamento conservador na maioria dos casos.
Sempre que praticamos atividades físicas, nosso corpo precisa de um tempo de repouso para garantir a recuperação dos tecidos. Se este tempo não for respeitado, a recuperação será inadequada, gerando inflamação.
Assim, uma das principais formas de prevenção da tendinite é respeitar o período necessário para o corpo descansar, evitando a sobrecarga nos tendões.
Além disso, é muito importante manter a musculatura da região fortalecida e alongada de modo a proteger os tendões.
Outras medidas, como controle do peso corporal e correção de possíveis deformidades no pé e tornozelo também podem ajudar a prevenir a tendinite.
No entanto, caso ainda assim o paciente apresente dores e incômodos na região, será imprescindível procurar um ortopedista especializado.
Como vimos, quanto antes iniciarmos o tratamento da tendinite do pé ou tornozelo maiores as chances de recuperação.
Não deixe sua saúde para depois!
Faça as pazes com seu pé!
Dr. Ivan acredita que atuar de forma profissional e estabelecer uma boa relação com o paciente são condições essenciais para promover um ambiente humano e favorável à melhoria das condições de saúde. Dedica-se com muito cuidado a realização de diagnósticos de modo a fazer a indicação adequada dos procedimentos necessários.
DR. IVAN GIAROLA
Médico Cirurgião, Ortopedista e Traumatologista Especialista em Pé e Tornozelo Formado pela USP.
CLÍNICA ATLAS
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